EMBOLIZAÇÃO. Técnica para tratamento de hemorroidas, inédito no Brasil.

A doença hemorroidária afeta a qualidade de vida e tem incidência alta na população mundial. 50% a 66% das pessoas terão sintomas em algum momento da vida.

A doença hemorroidária está relacionada ao aumento no fluxo sanguíneo arterial, que ocorre devido ao alargamento do diâmetro das artérias retais superiores e médias que irrigam tecidos moles, musculatura e vasos sanguíneos do chamado coxim hemorroidário. Os principais sintomas são: hemorragia, prurido e desconforto, inchaço anal e sangue nas fezes.

Até recentemente, as opções de tratamento incluíam orientações higienodietéticas e os medicamentos. Para casos em que estas orientações  não apresentassem melhora, estaria indicada a cirurgia. Apesar de poder determinar grande desconforto pós-operatório, a cirurgia apresenta excelentes resultados no controle dos sintomas.

Recentemente, surgiu uma nova alternativa para o tratamento da doença: a embolização das hemorroidas. Trata-se de procedimento minimamente invasivo sem necessidade de internação hospitalar, sob anestesia local, orientado com equipamentos de imagem para dirigir um cateter até as hemorroidas. Ao acessá-las, serão “entupidas”, isto é, embolizadas.

Segundo o professor livre-docente da FMUSP e chefe do Serviço de Radiologia Vascular Intervencionista do InRad (Instituto de Radiologia da USP), Dr. Francisco César Carnevale _ “O objetivo ao se oferecer tratamento não cirúrgico visa antecipar o retorno do paciente às atividades, tanto laborais quanto sociais e familiares.

 

 

 

 

 

 

 

 

COMO É FEITA A EMBOLIZAÇÃO
DA HEMORROIDA

Nesta nova técnica, um cateter de 2mm de diâmetro é introduzido pela virilha (mesma técnica do cateterismo) para chegar à artéria do intestino, que é responsável pela formação das hemorroidas. É feita uma fotografia e uma tomografia das artérias para confirmar a localização destas veias e artérias hemorroidárias.

Após a localização, é feita a obstrução intencional (embolização) no local do sangramento ou das hemorróidas, guiada por imagens altamente sofisticadas. Trata-se de procedimento muito seguro

Um estudo foi iniciado no primeiro semestre deste ano, no do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP sendo observado ótimo resultado inicial.

Para a realização do procedimento é utilizada anestesia local e o paciente fica acordado podendo interagir com a equipe, diferentemente do que ocorreria no método convencional, em que o paciente precisa ser anestesiado sob peridural ou raquianestesia, ou até geral, dependendo de cada caso.

A embolização de hemorroidas já é feita em vários países do mundo, como Rússia (onde foi feita pela primeira vez), Europa e Estados Unidos. No Brasil, o InRad está desenvolvendo um protocolo de pesquisa pioneiro utilizando a embolização como mais  uma alternativa de tratamento desta doença e para confirmar os achados de centros internacionais.

O Dr. Carnevale se especializou com Dr. Vincent Vidal, em Marselha, na França que trata-se  do grupo francês mais renomado cientificamente e com uma das maiores experiências mundiais neste campo

O intercâmbio França-Brasil tem por objetivo aperfeiçoar a técnica da embolização no tratamento das hemorroidas por meio da embolização.

 

“A grande vantagem da embolização é que traz resultados similares aos cirúrgicos, sem a necessidade de internação hospitalar (alta após 3-6 horas), com anestesia local, menos dor pós-tratamento, e resultando assim em melhor qualidade de vida”.

                    Francisco César Carnevale,
professor livre-docente da FMUSP e chefe do Serviço de Radiologia Vascular Intervencionista
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